Sou trauma, decepção, aquela ferida aberta que não cicatriza...
Sou, sobretudo, a intensidade cravada em cada uma dessas definições de outrém.
Acusam-me de amar de mais, de menos; de não amar ninguém, de amar todos ao mesmo tempo, de não saber a quem amar, de não ter a quem amar.
De constante e coerente eu só tenho a famosa contradição. E a contra adição: sim, tenho que escolher!
Em todas essas facetas, eu me encontro: no descaso, no acaso e no caso.
Estou em todas elas; estamos eu, você, e quem mais quiser julgar, falar e não escutar.
Verdade ou mentira, somos a auto-imagem da desilusão de outrora.
Somos as poses, os closes.
Sou tudo o que você não conseguiu enxergar por trás das cenas.
Sou tudo o que você não conseguiu enxergar por trás das cenas.

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