O Culpado.

"Ah, Imaginário...
No fundo, eu sempre soube. Confesso que precisei do sinal do desejo para que me fosse confirmada a tua fatídica culpa. Sim, ele me contou que foste o culpado de tudo, ou melhor, de boa parte desse tudo.
Foste tu que escondeu ele de mim por todo este tempo, e não adianta mais se fingir de mocinho da história; eu não caio mais nesse papo de "sou o mais fiel caminho para a felicidade idealizada".

Ao contrário do que vives a me dizer, eu não sou a amante sofredora e apaixonada do filme, aquela que tem o amor da sua vida para todo o sempre escrito nas estrelas e carimbado nos planetas, mesmo depois do "The [motherfuckingbastard] End". Imagine eu e você?


Por incrível que pareça, foi o real, aquele que se tornou teu inimigo mortal depois que traíste a confiança por tantas vezes ao se apossar do lugar que deveria ter sido dele. Mas agora, Imaginário, passaste de todos os limites.

Esse singelo bilhete (e não carta, pois só o desejo merece tamanha representação de minha parte) é para que saibas que agora, sim, eu sei quem és, e exatamente o que podes me oferecer.

O carnaval acabou.
E, com ele, foi também tua máscara."

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